A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu na terça-feira, 3, o inquérito sobre a morte do cão comunitário Orelha, agredido na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro. O caso gerou comoção e protestos em capitais do País no domingo.
Segundo as investigações, Orelha não morreu após agressões cometidas por um grupo, como divulgado inicialmente. A apuração apontou que a morte do animal foi causada por um único adolescente, que chegou a viajar para os Estados Unidos em uma excursão escolar após o crime e retornou antecipadamente ao Brasil a pedido dos investigadores. A polícia pediu a internação do agressor e indiciou outros três adultos pelo crime de coação a testemunhas. Os envolvidos não foram identificados.
Em nota, os advogados do jovem, Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, afirmaram que as informações divulgadas dizem respeito a “elementos circunstanciais”, que não podem ser considerados prova nem “autorizam conclusões definitivas”. A defesa declarou que, até esta terça, não teve acesso integral aos autos da investigação e que o caso está “politizado”.
Também foram investigadas as agressões a Caramelo, outro cão comunitário da Praia Brava. Segundo a polícia, o animal foi agredido dias após a morte de Orelha. Câmeras de segurança gravaram o ataque, praticado por quatro adolescentes, que, diferente do que havia sido informado, não têm ligação com caso Orelha. Caramelo sobreviveu.






















