Por: Alessandra Macedo.
Março é marcado pela campanha Março Azul-Marinho, dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal, que atinge o intestino grosso e o reto. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 53.810 novos casos por ano da doença no triênio 2026–2028.
Apesar da alta incidência, especialistas destacam que esse é um dos tipos de câncer com maior chance de prevenção e cura quando diagnosticado precocemente. Ainda assim, o preconceito e o constrangimento em relação à colonoscopia fazem com que muitas pessoas adiem o exame.
De acordo com a nutricionista clínica Alessandra Macedo, especialista em gastroenterologia, o tabu ainda é um obstáculo, principalmente entre os homens.
“Infelizmente, muitas pessoas evitam fazer o exame por vergonha ou preconceito. Isso atrasa o diagnóstico e reduz as chances de tratamento precoce”, explica.
A colonoscopia é considerada o principal exame para avaliar o intestino grosso, permitindo identificar pólipos e outras lesões que podem evoluir para câncer.
Durante o procedimento, essas alterações também podem ser removidas, evitando o desenvolvimento de tumores. Especialistas recomendam que o rastreamento comece a partir dos 45 anos, mesmo para pessoas sem histórico familiar da doença.
“É um exame seguro, realizado com sedação e que pode literalmente salvar vidas”, destaca a nutricionista.
Além dos exames, o estilo de vida também influencia no risco da doença. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, carnes processadas e excesso de carne vermelha estão associadas ao aumento do risco. Em contrapartida, o consumo de fibras, frutas, verduras, legumes e grãos integrais contribui para a saúde intestinal.
Sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool também estão entre os fatores de risco.
A campanha busca ampliar o debate sobre o tema e incentivar a realização de exames preventivos. “Quanto mais falarmos sobre o assunto, mais conseguimos quebrar tabus. A prevenção começa com informação, hábitos saudáveis e exames periódicos”, conclui Alessandra Macedo.





















