Os trabalhadores dos Correios aprovaram, em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10), a paralisação das atividades por tempo indeterminado, com adesão de sindicatos de todos os estados brasileiros. A informação foi divulgada pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).
A decisão “marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo”, segundo informou a federação.
Apesar da deflagração do movimento em todo o país, os Correios emitiram comunicado no qual afirmam ter implementado um Plano de Continuidade de Negócios para mitigar os impactos da paralisação aos clientes.
“Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país”, destaca trecho da nota oficial divulgada pela estatal.
O principal impasse nas negociações entre a estatal e a categoria envolve o plano de saúde dos funcionários, cuja estrutura a diretoria da empresa pretende alterar, de acordo com o sindicato.
“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, diz a federação.
De acordo com Tony Sérgio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), somente os serviços administrativos internos manterão o funcianamento durante a greve. A respeito do funcionamento desses serviços em outras, ainda não há informações.






















