Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) apontam que mais de 282 mil cirurgias de amputação de membros inferiores (pernas ou pés) foram realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro de 2012 e maio de 2023. Numa rápida análise, percebe-se o aumento no número desses procedimentos por todo o país. A Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação, atesta que o Brasil possui cerca de 500 mil pessoas amputadas.
Há estados onde o volume de amputações aumentou mais do que 200%. No mesmo ano, pode-se dizer que, a cada dia, pelo menos 85 brasileiros tiveram seus pés ou pernas amputadas na rede pública de saúde. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade dos casos de amputações envolvem pessoas com diabetes, seguida por acidentes de trânsito e trabalhista. No entanto, as cirurgias em membros inferiores podem também estar relacionadas a causas como o tabagismo, hipertensão arterial, idade avançada, insuficiência renal crônica, histórico familiar e pacientes com câncer ósseo.
Para trazer à tona essa realidade e mostrar que mesmo diante de uma amputação é possível seguir a vida com saúde, movimento e qualidade, a Clínica Ortopedia Boa Viagem, nos Coelhos, irá promover nesta sexta-feira (28), à partir das 14h, a terceira edição da “OBV em Movimento”, ação que irá oferecer aula de alongamento e dança com os educadores físicos, Tito Cunha e Carina Limaverde. A tarde de atividades contará com a participação de 40 pacientes amputados, vindos de hospitais particulares particular e também do SUS.
A iniciativa tem como objetivo não só promover a integração e o bem-estar, mostrando que mesmo com a condição que tem hoje, podem viver uma vida de movimentos e felicidade, e ainda fazer um alerta para o Abril Laranja, mês de atenção à amputação. De acordo com o fisioterapeuta Tiago Bessa, especialista em reabilitação à frente da Clínica Ortopedia Boa Viagem, reforça a importância da campanha ser fundamental para esclarecer que o processo de amputação não impede o paciente de seguir uma vida plena e feliz.