O presidente esquerdista venezuelano, Nicolás Maduro, foi reeleito para um terceiro mandato consecutivo de seis anos, em meio a denúncias de fraude da oposição, que reivindicou a vitória de seu candidato, Edmundo González Urrutia.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), vinculado ao governo, proclamou a vitória do presidente, que recebeu 5,15 milhões de votos (51,2%), após a apuração de 80% das urnas. González Urrutia recebeu 4,45 milhões de votos (44,2%), segundo o primeiro boletim oficial.
Os demais candidatos somaram 4,6% dos votos. O comparecimento às urnas foi de 59%.O CNE informou ainda que a demora para a liberação dos resultados do pleito realizado no domingo ocorreu por causa de um ataque ao sistema de transmissão dos votos.
Durante a apuração das urnas, ONGs e integrantes da oposição ao governo afirmam sofrer hostilidade em alguns locais de votação.
REPERCUSSÃO
A reeleição foi celebrada por países aliados como Cuba, Bolívia e Colômbia. Por outro lado, representantes dos Estados Unidos, da União Europeia, e de outros países Latino-americanos cobraram lisura no processo eleitoral. O governo do Brasil ainda não se manifestou formalmente sobre o resultado. Peru, Costa Rica e Chile questionaram o resultado.