Foto: Reprodução/Ibram
Faleceu na noite deste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos o ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann. Ele estava internado no Hospital DF Star, onde lutava contra um câncer no pâncreas diagnosticado há alguns anos.
Após um longo período hospitalizado, ele havia recebido alta e estava em casa sob cuidados paliativos, mas voltou para o hospital no último fim de semana, não resistindo à doença.
Raul Jungmann nasceu no Recife em 1952. Na juventude, militou no antigo PCB. Ele começou a vida política filiado ao antigo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar.
Na época, ele participou da campanha das Diretas Já, que reivindicava a redemocratização do país.
A carreira do político pernambucano teve projeção nacional, chegando a atuar em três gestões do governo federal e também como parlamentar no Congresso Nacional.
Carreira política
Entre 1990 e 1991, Raul Jungmann foi secretário de Planejamento do Governo de Pernambuco, na gestão do governador Carlos Wilson (então no PMDB). Em seguida, foi secretário-executivo do Ministério do Planejamento, de 1993 a 1994, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Ele deixou o Ministério do Planejamento para assumir, em 1995, a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No mesmo ano, ele assumiu o Ministério Extraordinário de Política Fundiária, transformado em 2000 no Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Três anos depois, já filiado ao Partido Popular Socialista (PPS), que ajudou a fundar, Raul Jungmann foi deputado federal em Pernambuco, até 2010. Durante seu mandato, em 2004, ele concorreu à prefeitura do Recife, mas perdeu para João Paulo (PT).
Em 2010, ao terminar seu segundo mandato como deputado federal, Raul Jungmann concorreu, sem sucesso, a uma vaga no Senado Federal. Dois anos depois, voltou à política local e foi eleito vereador do Recife com quase 12 mil votos. Em 2015, concorreu novamente à Câmara dos Deputados e foi eleito com quase 36 mil votos.
Como deputado, foi vice-presidente da chamada “CPI dos Sanguessugas”, que apurou um esquema de corrupção envolvendo a compra de ambulâncias. Também atuou como um dos líderes da Frente Brasil Sem Armas durante o referendo de 2005 sobre a comercialização de armas de fogo.
Em 2016, fez oposição ao governo Dilma Rousseff (PT), presidente que cumpria seu segundo mandato. Ele defendeu o impeachment da presidente, processo que resultou na chegada do então vice-presidente Michel Temer (MDB) à Presidência da República.
Com Temer na Presidência, Raul Jungmann voltou ao alto escalão de Brasília, como ministro da Defesa. Em 2018, ainda no governo Temer, Jungmann foi nomeado para o recém-criado Ministério da Segurança Pública. No discurso de posse, defendeu que a atuação das polícias fosse igual para toda a população.
Após deixar o ministério, Raul Jungmann passou a atuar em uma organização não governamental ligada ao setor de mineração. Ele assumiu a direção-presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), instituição em 2022.






















