Entre 23 e 24 de junho, véspera e dia de São João, o Hospital da Restauração (HR), no Recife, recebeu 21 vítimas de queimaduras relacionadas aos festejos juninos, sendo 11 adultos e 10 crianças. De acordo com o HR, nenhum deles apresentou gravidade significativa. O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) da unidade de saúde é referência nacional no atendimento e tratamento a esse tipo de ocorrência, com 40 leitos divididos em três enfermarias, sala de curativos e sala de cirurgia.
Entre os casos que chegaram à unidade de saúde ao longo dos dois dias, o HR atendeu a vítimas com lesões nas mãos, nos pés e no tronco – principalmente por conta de fogos de artifício, bombas e rojões, além das fogueiras. Segundo a chefe do CTQ, a cirurgiã Cristine Dalla Nora, explica que, apesar do número ser menor em relação ao mesmo período do ano passado, até o fim do mês, deve aumentar por conta das festivades de São Pedro e da Copa do Mundo.
Receitas caseiras, pomadas ou outros tipos de substâncias não devem ser aplicados sobre a lesão. E em casos mais graves, como queimaduras extensas em regiões sensíveis do corpo, acidentes com fogos de artifício ou ocorrências relacionadas a crianças e idosos, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193.
Com relação às fogueiras, principal causa das queimaduras no período junino, o porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), Tenente Vitor Resque, oficial da assessoria de comunicação da corporação, destaca os cuidados que devem ser tomados.
Fogos de artifício
Ainda sobre os fogos de artifício, vale lembrar que a venda é proibida para menores de 18 anos. O ideal também é evitar a compra, sobretudo quando os materiais produzem barulho. Em caso de compra, o tenente Vitor Resque traz orientações.
“Compre apenas em locais regularizados e siga sempre as orientações do fabricante, utilizando em áreas abertas e afastadas de pessoas e estruturas. Jamais permita o manuseio por crianças e não segure os fogos na mão. Também é importante lembrar: nunca tente reacender artefatos que falharam”, finaliza o tenente Vitor Resque.





















