A secretária executiva da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, Aline Melo, se pronunciou pela primeira vez nas redes sociais após ser indiciada por forjar a própria tentativa de homicídio. Em um vídeo postado nesta segunda (18), no Instagram, ela alegou ser vítima de uma perseguição política.
“Eu preciso deixar claro que nós estamos em uma briga política e que, apesar de ter um fantoche na frente, ele não está mobilizando tudo isso sozinho Temos provas suficientes para apontar muitos nomes, mas eu não acredito na política da especulação”, inicia a secretária, que foi afastada do cargo nesta segunda (18).
A postagem foi feita poucas horas após a conclusão do inquérito relativo ao suposto ataque sofrido por Aline no último dia 27 de março em Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Na ocasião, o carro no qual ela estava foi alvejado, mas ninguém ficou ferido.
No vídeo, Aline afirmou, ainda, que “recebeu com total serenidade a conclusão das investigações” e que está “à disposição da justiça para colaborar com o que for necessário”.
“Não fujo do meu processo, nunca me escondi atrás de silêncio e, se eu me mantive calada até agora, foi porque o que estão fazendo comigo é desumano, é desonesto, é cruel, é ignorar o fato de que uma mulher está sofrendo, é não reconhecer que os filhos, marido, parentes dessa mulher merecem respeito e cuidado”, acrescentou.
Em seguida, Aline afirmou que tem recebido acusações de pessoas que “silenciam os avanços” construídos na Secretaria da Mulher do Cabo de Santo Agostinho.
“Ninguém nunca fez questão de reconhecer absolutamente nada disso. Dentre tantas outras coisas, tantos outros avanços, tantas mulheres que foram beneficiadas através do nosso trabalho. Trabalhamos com amor”, disse.
Por fim, Aline destacou que, a partir de agora, os advogados dela irão se manifestar para defendê-la e “garantir que a verdade seja restabelecida”.
Indiciamento
Aline Melo foi indiciada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) após a investigação concluir que uma suposta tentativa de homicídio registrada na PE-28, estrada de acesso à praia de Gaibu, teria sido forjada pelos próprios envolvidos.
De acordo com o relato apresentado inicialmente à polícia, o motorista e a secretária haviam saído do trabalho com destino a Gaibu. Antes de acessar a PE-28, eles passaram por uma obra, mas disseram que não desceram do veículo nem tiveram contato com ninguém.
O motorista afirmou que percebeu uma motocicleta tentando ultrapassar o carro pelo acostamento. Em seguida, segundo ele, foram efetuados tiros contra o veículo.
Durante o aprofundamento das investigações, a polícia encontrou imagens de câmeras de segurança no início da via, que registraram uma moto com as mesmas características descritas parada no acostamento. O carro das supostas vítimas também parou no local.
Fonte: Diario de Pernambuco





















