A atriz Claudia Raia chamou atenção para um problema comum entre mulheres maduras ao revelar que enfrenta queda de cabelo durante a menopausa e realiza tratamento para estimular os fios. A queixa está longe de ser isolada: com o avanço da idade e as mudanças hormonais do climatério, o cabelo pode perder volume, espessura e densidade.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), acima dos 50 anos, aproximadamente 50% das mulheres apresentam algum grau de alopecia androgenética, condição caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios.
Para o médico tricologista da Clínica Novo Fio Recife, Dr. Wellington Marques, perceber essas mudanças precocemente faz diferença. “A paciente começa a notar o couro cabeludo mais aparente, redução do volume, fios mais finos ou aumento da queda. Nem sempre isso deve ser encarado simplesmente como consequência da idade. É importante investigar a causa para definir o tratamento adequado”, explica.
Na menopausa, a redução do estrogênio interfere no ciclo capilar, podendo encurtar a fase de crescimento dos fios. A mudança na relação entre hormônios femininos e andrógenos também pode favorecer a miniaturização dos folículos em mulheres geneticamente predispostas. Além da alopecia androgenética, podem surgir ou se intensificar quadros como eflúvio telógeno, dermatite seborreica e, mais raramente, alopecias cicatriciais.
Mas nem toda queda depois dos 40 está relacionada à menopausa. Alterações da tireoide, anemia, deficiência de ferro, dietas restritivas, emagrecimento e estresse também precisam ser considerados. Por isso, Dr. Wellington alerta contra o uso indiscriminado de vitaminas ou tratamentos indicados nas redes sociais.
“Não existe um único tratamento para queda de cabelo. Primeiro precisamos identificar o que está acontecendo com aquele folículo. A partir do diagnóstico, podemos definir uma estratégia individualizada para preservar os fios existentes e, quando possível, recuperar densidade”, ressalta.
O caso de Claudia Raia ajuda a romper um tabu: perder densidade capilar após os 40 é frequente, mas não significa que a mulher precise simplesmente aceitar a queda sem investigação.
Fonte e foto: Assessoria de Comunicação

































