O alistamento feminino de 2026 atraiu 920 jovens pernambucanas, que devem se apresentar até a próxima terça-feira (11), no prédio da Comissão de Seleção Permanente das Forças Armadas (CSPFA), em Santo Amaro, no Centro do Recife.
Desde a última segunda (3), as garotas voluntárias para o Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF) têm comparecido para passar pelo processo de seleção e aptidão.
Este é o segundo ano do alistamento feminino voluntário no Brasil. Em 2025, 1.470 jovens se alistaram, 550 a mais do que neste ano. Puderam se inscrever apenas meninas que completam 18 anos de idade até o dia 31 de dezembro de 2026.
As meninas que estão comparecendo ao CSPFA, no Recife, passarão por testes de aptidão. Elas preenchem formulários com dados e passam por oficinas odontológicas, médicas e uma entrevista. Só segue no processo quem for considerada apta nas três fases.
Ao todo, 75 garotas serão selecionadas e incorporadas ao Exército no Recife em março: 53 serão destinadas para o Batalhão de Infantaria do Curado e 22 para o Colégio Militar de Recife. Vale pontuar que, até a incorporação, seguir no processo é facultativo. Após a integração, passa a ser um serviço obrigatório.
Segundo Chefe da Comissão de Seleção Permanente das Forças Armadas (CSPFA), Tenente-Coronel Obara, o processo de alistamento feminino só difere do masculino nos Testes de Aptidão Física (TAF), especificamente nos índices de corrida, abdominal e flexão de braço.
A primeira vez em que mulheres puderam se alistar voluntariamente foi em 2025, após 377 anos de história do Exército Brasileiro. Um passo importante para a agregação de gênero em um espaço historicamente ocupado por homens.






















