Foto: Reprodução/TV Globo
Após a repercussão das denúncias de estupro coletivo dentro de uma escola municipal no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, a Secretaria de Educação do município informou que os estudantes envolvidos no caso foram suspensos. Os abusos foram denunciados por duas alunas, de 14 anos, que relataram ter sido violentadas, em dias diferentes, durante o intervalo.
De acordo com a defesa das vítimas, cinco adolescentes praticaram a violência.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados nesta reportagem em conformidade com o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Ao g1, a prefeitura informou que os garotos não frequentam a instituição de ensino desde a semana passada. Segundo a gestão municipal, a suspensão é por tempo indeterminado. O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
Segundo a prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, as vítimas passaram pelo primeiro atendimento psicológico, realizado por profissionais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e de um projeto ligado à Secretaria Municipal de Educação, também na semana passada.
Além disso, as adolescentes e as mães farão acompanhamento terapêutico em um serviço voltado para oferecer atendimento psicológico a mulheres vítimas de violência, de acordo com o município. A prefeitura disse, ainda, que as estudantes foram transferidas para outras unidades de ensino.
A informação, no entanto, é contestada pela advogada Luanny Porto, que representa as vítimas. Ela afirmou também que as jovens também não começaram o acompanhamento psicológico e que as famílias foram procuradas pelo Creas apenas na segunda-feira (10).
“Elas ainda vão passar por um primeiro atendimento com as mães na sexta-feira para depois iniciar o das meninas. Elas ainda não iniciaram nenhum tipo de acompanhamento psicológico”, informou.
Sobre a situação escolar, Luanny Porto afirmou que a transferência ainda não foi concluída e que as adolescentes seguem sem frequentar as aulas.
Procurada, a prefeitura do Cabo informou que a transferência das alunas e o serviço de acompanhamento psicológico estão sendo tratados diretamente com as famílias das vítimas.
Fonte: G1 Pe






















